
GUSTAVO FRANCESCHINI
| Sem autorização oficial ou qualquer tipo de contrato com o Corinthians, o remédio Anador estampou, na edição da última segunda-feira do jornal "Destak", uma ação homenageando a conquista da vaga na primeira divisão do ano que vem. Procurado pela reportagem, o clube do Parque São Jorge mostrou desconhecimento do caso, mas deu a entender que pode tomar alguma providência a respeito. O departamento de marketing do clube, quase todo no interior paulista para a inauguração de uma loja oficial, foi mais incisivo nas críticas, e deu a entender que alguma medida judicial podia ser tomada. Já o setor jurídico foi mais cauteloso, mas ressaltou que há, sim, a possibilidade de uma ação contra a Böehringer, fabricante do medicamento. "Primeiro é uma surpresa para mim, não sabia do anúncio. Em tese, é possível tomar alguma medida sim, já que eles podem estar tendo alguma vantagem com a nossa marca, mas isso é uma coisa que a diretoria tem de analisar", disse Sérgio Alvarenga, vice-presidente jurídico do clube. O detalhe que pode favorecer o Corinthians em uma eventual briga na Justiça é o "Timão". Na peça, assinada pela Leo Burnett, a ligação não é tão evidente, mas o apelido mais famoso da agremiação é citado. "Também estamos comemorando a subida do Timão: a gente adora quando uma dor de cabeça vai embora", diz o anúncio. Segundo o Corinthians, a alcunha é uma marca registrada do clube, que poderia, por isso, reivindicar danos morais na Justiça. |


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