
O bárbaro crime contra o menor João Hélio,
arrastado por 7 quilômetros por ladrões que não
deixaram sua mãe retirá-lo do cinto de segurança,
também mobilizou o publicitário Nizan Guanaes, que
está propondo a emissoras de rádio veicularem dois
spots que ele redigiu propondo que a população se
manifeste.
No texto distribuído por sua assessora de imprensa, não
fica claro se os spots já estão prontos ou também
precisarão do apoio de alguma produtora para finalizá-los.
Vejam a seguir o comunicado, na íntegra:
"O Nizan pediu para eu te enviar este material. São
os textos dos spots que ele criou hoje para veicular nas principais
rádios do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília
com a finalidade de despertar à população para
que a morte do garoto João não seja apenas uma estatística.
Vale ressaltar que se trata de uma iniciativa pessoal do Nizan Guanaes,
“pai do Antônio”, um pouco mais velho que o João,
e não do presidente da Africa ou da agência. Não
há nada de institucional nisso.
O objetivo é conscientizar à população
sobre o fato de que cada um, em sua área de atuação,
seja ela qual for, pode fazer algo. E na profissão de publicitário
e redator ele criou o jingle e está ligando nas rádios,
pedindo apoio para veicular a campanha.
Seguem os textos.
Abraços
Fernanda "
Spot 45”: “João Hélio 1”
“Neste final de semana, a capa de uma das revistas mais importantes
do país pergunta ao Brasil: “E aí? Nós
Não vamos fazer nada?”. Se referindo ao bárbaro
crime do garoto que foi arrastado por 7 kms no Rio.
E aí, motorista de táxi? E aí, aposentado?
E aí, mãe de família? Nós não
vamos fazer nada?
E aí, Rio de Janeiro, não vamos fazer nada? E aí,
Brasília, São Paulo, não vamos fazer nada?
E aí, governo e oposição, não vamos
fazer nada?
E aí, sociedade brasileira?
A pergunta não quer calar. Um menino de 6 anos foi arrastado
durante 7 kms, uma morte brutal.
E aí? Nós não vamos fazer nada?”
Spot 45”: “João Hélio 2”
“Neste final de semana, a capa de uma das revistas mais importantes
do país pergunta ao Brasil: “Não vamos fazer
nada?”, se referindo ao bárbaro crime garoto que foi
arrastado por 7 kms no Rio de Janeiro.
Bom, nós que somos publicitários decidimos fazer uma
campanha de rádio para fazer a mesma pergunta da revista:
E aí? Nós não vamos fazer nada?”....
E a nossa proposta é que cada um de nós, dentro do
que pode fazer na sua profissão, faça alguma coisa.
E espalhe esta pergunta: um garoto de 6 anos foi arrastado por 7
kms. E aí, a gente não vai fazer nada?
Espalhe a pergunta, responda, reaja.”
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